Sete vezes Portugal

O título parece estranho, mas, na verdade foi o número cabalístico de vezes que atravessei o oceano atlântico e visitei esse pequenino país que é a porta de entrada da Europa e, com certeza absoluta, possui em seus 92.212 km² as maiores belezas e pouco mais de 10 milhões de habitantes mestres em dar boas-vindas a quem chega.

Tive o privilégio de ir a Portugal com idades diferentes e conhecer lugares especiais a cada ida. Aos cinco anos não tenho muitas lembranças, mas com 21 em 1982 vivi a alegria de reconhecer meus primos e criar os primeiros laços com nossa família de além-mar.


Em 1986 fomos com amigos e visitamos de norte a sul, mas, lembro-me de que trouxe na bagagem a tristeza de não ter ido a Guimarães, o berço da nacionalidade lusa...


Quando me casei e fui em lua-de-mel fiquei encantada de poder conhecer Trás-os-Montes. Sem dúvida, um pedaço daquele país totalmente diferente do resto do continente e com uma singularidade ímpar. Os campos vastos de plantio e o frio cortante do outono são frescos em meu coração.


Voltei em 1998 como mãe do João. Foi incrível conhecer a EXPO 98. Caminhar pelo parque dos estandes e apreciar os detalhes ainda desconhecidos de Portugal, e também uma mostra de tantos países. Foi uma viagem acompanhada de criança pequena e passamos mais tempo hospedados em casa de parentes. Pude vivenciar um pouco mais da vida diária das pessoas.

O ano de 2014 certamente será sempre nossa viagem inesquecível à terra do meu pai. Fui com meus pais e meus filhos. Dirigi quase cinco mil quilômetros e as memórias estão vivas desde nossa chegada para vivenciar o São João do Porto até a maresia do Algarve e as sardinhadas de Portimão.


Passamos dias incríveis com toda a nossa família tanto do lado do meu pai como do meu avô materno... e saborear cores e sabores como cerejas fresquinhas ou broas cozidas na aldeia.


A última vez que lá fui em 2017 foi mais como uma passagem. Porém, em uma semana consegui matar a saudade dos primos de Lisboa e do Porto. Foi um momento pessoal, sozinha, de descobertas de outras coisas e, sem dúvida, de um Portugal como sempre encantador.


Em Fátima – parada obrigatória todas às vezes –, a alma sente o calor de Deus e da Mãe. Não existe uma maneira de não se emocionar. É um alento para o espírito e um bálsamo sutil para alimentar nossa fé.


Se você nunca foi até lá está perdendo, sem dúvida alguma, uma das maiores experiências. Um lugar incrustado na beira do oceano, banhado em toda sua extensão pelo mar, por montanhas e onde as flores colorem cada metro quadrado.



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