4 de Julho - Rainha Santa


Quando eu era menina, minha mãe tinha uma imagem linda... Eu adorava ficar olhando para aquela figura com um manto rosado e rosas que caíam dele. Trazia uma coroa dourada e um lenço que deixava de fora apenas o rosto... Minha mãe contava-me que era a Rainha Santa, mas, confesso que só soube mais amiúde a história anos mais tarde.

Isabel nasceu na Espanha em 1271. Sua família era de uma linhagem de santos, imperadores e reis. Foi criada pelo avô convertido ao cristianismo que a ensinou sobre Jesus Cristo e Seus mandamentos. Aos 12 anos foi pedida em casamento por três nobres, mas, seu pai escolheu que deveria se casar com Don Diniz, futuro herdeiro do trono português.

Casou-se com D. Diniz quando tinha 17 anos e ele 26. Teve uma vida repleta de traições e desavenças, mas, seu coração bondoso e fiel ao catolicismo utilizava sua influência para pregar a concórdia e a paz entre os dois países.

Isabel era conhecida por ajudar os menos favorecidos distribuindo pães e moedas que levava envoltos em um avental junto ao corpo. Ela cuidava dos enfermos, mas seu marido, o rei, desaprovava essas atitudes.

Foi por iniciativa dela que se deu a construção do Santuário do Espirito Santo em Alenquer, Mosteiro de Santa Clara de Coimbra e do Mosteiro de Almoste. Também criou o Hospital dos Inocentes, em Santarém, para crianças abandonadas.

Com a Morte de D. Diniz em 1335, decidiu morar em Coimbra, Portugal, no mosteiro das Clarissas. Abdicou do título de rainha entregando sua coroa no Altar da Igreja de São Tiago de Compostela e entrou para a Ordem Terceira Franciscana. Doou toda sua fortuna às obras de caridade.

Faleceu aos 65 anos, no dia 4 de julho de 1336. Em 1665 foi canonizada pelo Papa Urbano VII. É padroeira da cidade de Coimbra e é conhecida por ser a Rainha Santa da concórdia e da paz por ter pregado esses valores.

O Milagre das Rosas

Conta-se que a rainha saía para distribuir pães quando o Rei saía. Num desses dias de inverno intenso, enquanto caminhava pelo pátio com seu avental repleto de pães, o Rei a surpreende e perguntou a ela o que levava no colo.

Ela respondeu: São rosas, meu senhor.

Ele ironizou: Rosas no inverno?

Ela continuou afirmando: Sim, são rosas.

Ele então disse: E eu não posso ver estas rosas, talvez a rainha queira ofertar ao rei uma delas. Elas são tão raras no inverno…

Ao abrir o manto e o avental, belíssimas e perfumadas caíram deles.

O rei e todos ao redor perceberam o grande milagre e ficaram em profundo silêncio. Ele desmontou de seu cavalo e beijou as mãos da Rainha Santa.

Milagres acontecem para quem acredita neles e tem fé no coração...

Que possamos todos os dias lembrar dos mais necessitados levando o aroma de rosas e, nesse momento tão estranho que vivemos, sejamos pregadores da paz e da concórdia como nossa Rainha Santa Isabel.

Paz e Bem!

Helena Fraga


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