Dia do amor...



Amar e sentir-se amado, sem dúvida, é a melhor e maior sensação humana. Gosto de pensar que o Valentine´s Day é uma data especial... o dia do amor.

Comemorado no hemisfério norte como o momento de demonstrar esse sentimento tão nobre que ao lado da fé e da esperança é o maior de todos.

A tradição católica conta-nos sobre dois santos com o mesmo nome – Valentim e Valentim de Terni. Ambos viveram por volta do século III, foram padres, bispos, mártires e lutaram pelos casais apaixonados.

São Valentim viveu na época do Imperador Claudio II que enfrentava graves problemas e muitas batalhas perdidas atribuindo as derrotas a soldados solteiros; por essa razão, proibiu que se casassem. Mas, Valentim continuou celebrando os matrimônios secretamente e, por esse motivo, foi preso. Em sua defesa durante o julgamento, ele exaltou os propósitos do sacramento e o quanto era abençoado por Deus. Então, o Imperador atenuou sua pena deixando-o em prisão domiciliar na casa do prefeito de Roma.

Astério era pagão e tinha uma filha cega que o entristecia muito. O santo prometeu à família que rezaria e pediria a Jesus a cura da jovem que voltou a enxergar em poucos dias.

O milagre fez com que mais uma família se convertesse ao cristianismo. Mas isso desagradou profundamente Claudio II que o condenou à morte em 14 de fevereiro de 286.

O outro Valentim, consagrado bispo em Terni – pequena cidade fundada por ele – no ano de 197 construiu ao lado da igreja e de sua casa um lindo jardim onde, em seu tempo livre, cultivava rosas.

À tarde, o bispo deixava as crianças brincarem no local e ao pôr do sol abençoava-as e dava uma flor a cada uma delas, para levarem para suas mães. Foi o modo que encontrou para ensinar aos pequeninos que deviam retornar para casa, respeitar e amar aos seus pais.

Valentim de Terni possuía uma sabedoria e um espirito de conciliação. Certo dia, a caminho de casa ouviu um jovem casal discutindo. Foi ao jardim, pegou uma rosa, encaminhou-se até eles e os dois pararam de brigar. Pediu que segurassem juntos a rosa pela ponta do caule para não se ferirem e teria lhes dito:

“As rosas são lindas, perfumadas, delicadas, mas, têm espinhos. E elas não vivem sem espinhos. Assim também são as diferenças entre o casal. É preciso conhecê-las, respeitá-las e tratá-las com delicadeza para que nenhum dos cônjuges seja ferido. Agindo assim, serão felizes e as brigas desaparecerão.”

Seu carisma, amor e fé tornaram-no guardião dos namorados e dos jovens. Ao longo da vida, ele converteu muitas pessoas com seus ensinamentos.

O amor pode tudo... ele perdoa, compreende, torna-nos mais humanos e flexíveis. Amar é enxergar o outro por meio do nosso coração.

Apesar de ser o dia dos namorados em boa parte – senão toda parte – do mundo, 14 de fevereiro é dedicado ao amor. Amor entre casais, entre amigos, entre pais e filhos. E, principalmente, para com Deus.

Quando nossa lente interior inunda nossa alma com o mais terno e sublime sentimento, conseguimos pensar e querer um mundo melhor.

Deixemos nossos muros e transformemos o mundo num lugar melhor, apenas sentindo e amando. Reconciliando e respeitando os nossos espinhos e os dos outros.

Feliz dia do amor!




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