Ansiedade

A última vez que estive na Bienal meus filhos eram pequenos. Lembro-me que se deslumbraram com os estandes para crianças… um mundo que parecia sair dos livros e tornar-se realidade. Os personagens interagiam. Os castelos povoavam as brincadeiras e os livros estavam ali para serem degustados!

Depois disso eles começaram a crescer… era a escola, os cursos extras e um monte de outras coisas que acontecem na vida de mães com crianças pequenas em casa. Mas, a delicia mesmo é que ficou na alma o desejo de ler e transformar as histórias em imaginação.

É um presente sair com eles ainda hoje e curtirem andar por livrarias quando vamos ao shopping. Podem não ler tanto como uma mãe escritora gostaria, mas, a alma delicia-se com o cheiro das paginas e as palavras encantam a vida.

Esse ano a Bienal tem outro sabor. Uma ansiedade. Uma delicia diferente. Lá estarei autografando meu primeiro livro de poemas. Imagino que o pouco tempo nunca será o suficiente para absorver as novidades… não conseguirei sentir o cheiro delicioso das letras impressas. As capas coloridas ficarão estampadas em meu inconsciente e minha ansiedade chegará ao fim as 18 horas…

Escrever é um caminho alimentado pelos livros. Não existe inspiração sem conteúdo, sem trabalho e sem vocabulário… da mesma forma que não existe sonhos se não podemos realiza-los!

Ser feliz é uma escolha que se faz quando aceitamos a vida. Quando sonhamos o que podemos concretizar. Quando vamos à luta por um mundo melhor. Não é a guerra que transforma. É a atitude pessoal, particular e silenciosa que dá sabor as descobertas mais íntimas e secretas.

Vamos a bienal… dessa vez do outro lado!

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