Sou…

meus olhos enxergam além dos muros… a beleza da vida está acima do bem e do mal… a delicadeza é um cálice de cristal que cai e derrama gotas suaves de sangue!

viver é compreender a simplicidade dos gestos humanos… viver é sentir a dor pelas crianças que sentem fome, pela jovem música que morre sem explicação, pelas tormentas que o coração prega aos quatro ventos!

estática preciso decidir se o muro vai impedir que eu continue ou não acreditando… sempre é mais fácil desistir… sempre é mais simples recuar… sempre é mais normal manter-se amedrontada esperando a vida passar!

fecho os olhos e salto num lampejo corajoso de acreditar que apesar dos pesares a vida tem um brinde mais doce e mais suave em cada curva perdida!

apenas a fé pode manter-me viva… apenas o desejo de um mundo melhor pode esconder minhas lagrimas tristes… apenas a saudade pode cobrir meu coração pelo amor eterno pela magia do além!

sou… sou uma mulher errante uma estátua… um coração que sente… um corpo cansado com uma alma que teima em acreditar! sou… sou o poeta triste… a mulher que sorri… a vida em formas e cores…

sou… um olhar vazio numa noite fria de inverno… que esqueceu de acender a lareira da sala…

sou… uma criança que chora uma mãe aflita… uma alma doce e gentil que o mundo esconde…

sou…. sou… sou…

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